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Evolução dos robôs industriais vai aumentar até 30% a produtividade

A evolução dos robôs industriais vai permitir até 2025 aumentar 30 por cento da produção industrial e baixar os custos em 16 por cento em países como a Coreia do Sul, China, Estados Unidos, Japão e Alemanha.

A projeção é feita num estudo hoje divulgado pela multinacional Boston Consulting Group, que prevê que o investimento em robôs industriais vai “aumentar significativamente ao longo da próxima década”.

“Os maiores ganhos em economia de trabalho vão ocorrer em países que já estão na vanguarda da implementação de robôs industriais como a Coreia do Sul, China, Estados Unidos, Japão e Alemanha”, refere o estudo.

Para as economias onde o investimento em robótica está atrasado e onde o baixo crescimento de produtividade já é um problema, nomeadamente França, Itália, Brasil e Bélgica, o estudo prevê uma diminuição na sua competitividade de fabrico.

“As empresas estão a descobrir que os avanços na robótica e em outras tecnologias de fabrico oferecem oportunidades para melhorar drasticamente a produtividade”, afirmou Harold Sirkin da BCG e coautor de uma série de estudos sobre economia e produção global.

Apesar de os robôs já serem usados na indústria há décadas, apenas fazem 10 por cento das tarefas de produção que podem ser feitas através de máquinas.

“Para muitos fabricantes, os motivos para ainda não ter substituído trabalhadores por robôs tem sido o preço e as limitações técnicas”, refere Michael Zinser, da BCG.

Mas, acrescentou, o preço e desempenho automático daquelas máquinas está a melhorar rapidamente e dentro de 10 anos o negócio dos robôs passará a ser mais atraente.

O estudo prevê mesmo que com a diminuição dos preços de aquisição, o uso de robôs industriais se estenda aos pequenos e médios fabricantes.

O estudo salienta que a produção de transportes, computadores e eletrónica, equipamentos elétricos e máquinas são as indústrias que vão ser responsáveis pela maior utilização de robôs até 2025.

Segundo a BCG, a adoção será mais lenta no setor de produção de alimentos, plásticos, metais e madeira, indústrias onde também os salários são mais baixos.

“Independentemente de ser a hora de investir em robôs de última geração, os fabricantes em todos os lugares devem começar a preparar-se e a capacitar os seus funcionários com novas habilidades”, salienta o estudo, concluindo que a revolução robótica vai mudar o cenário mundial da competitividade na área da produção.

Fonte: Notícias ao Minuto

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