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Planta robótica poderá se adaptar a mundos alienígenas

Robôs inspirados em plantas

Enquanto os estudos mais recentes sobre a sensibilidade das plantas não chegam ao grande público, a maioria tende a ver os vegetais como organismos passivos, que não “fazem” muita coisa.

A Dra. Barbara Mazzolai, do Instituto Italiano de Tecnologia, por sua vez, já sabe que as plantas se movem, sentem, reagem, e fazem isso de forma extremamente eficiente.

Tanto que ela coordena o projeto Plantoid, que está criando robôs inspirados em plantas – mais artificiais do que as plantas biônicas.

“Nosso objetivo é projetar, prototipar e validar uma nova geração de hardwares e softwares inspirados pelas plantas,” disse ela, acrescentando que os seres humanos podem aprender muito com as plantas.

E ela vê aplicações potenciais para essas tecnologias na agricultura, na medicina e até mesmo a exploração espacial.

Planta robótica

Em 2013 a equipe já havia apresentado uma raiz robótica. Agora o trabalho avançou bastante.

O novo protótipo possui duas raízes funcionais: uma delas demonstra as capacidades de dobragem em resposta à leitura feita por sensores em sua ponta. Isto permite que a raiz robótica desvie-se automaticamente de um obstáculo ou de produtos agressivos ou tóxicos.

Planta robótica poderá se adaptar a mundos alienígenas

A segunda raiz é mais ativa, e demonstra o crescimento artificial.

“Camadas de material novo são depositadas perto da ponta da raiz para produzir uma força motriz, penetrando no solo,” explica Mazzolai. O robô realmente cresce, aumentando sua própria estrutura e penetrando no solo.

As raízes são ligadas a um tronco onde fica o “cérebro” da planta-robô – um microprocessador que lê e interpreta os sinais dos sensores e comanda a liberação do material de crescimento. O tronco é feito de plástico e foi fabricado utilizando uma impressora 3D.

Mas a grande novidade, e talvez a parte mais interessante e versátil da planta robótica, são as folhas, que incluem sensores que podem avaliar as condições ambientais, incluindo a temperatura, a umidade, a gravidade, o toque e a atmosfera química em volta da planta.

Na terra e no espaço

O protótipo ainda não está pronto para aplicações práticas, representando uma plataforma de demonstração de novas técnicas de robótica.

Contudo, Mazzolai afirma que as aplicações reais no futuro incluem a detecção e avaliação das concentrações de poluentes ou nutrientes no ambiente, bem como o mapeamento e monitoramento das condições dos solos.

E, garante a pesquisadora, robôs semelhantes a plantas poderão ser especialmente adequados para a exploração espacial, sendo capazes de cavar e implantar-se em mundos alienígenas seguindo pistas sensoriais e se adaptando às condições potencialmente severas.

Fonte: Inovação Tecnologica

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