Você confiaria seu dinheiro a um robô? Vários investidores sim

Nos EUA e Europa os robôs investidores são responsáveis por 70% do volume financeiro negociado. No Brasil, a confiança neste negócio automatizado triplicou nos últimos cinco anos. Para Rufo Paganini, CEO da dod, é a tecnologia a serviço do mercado.

Quem curte tecnologia vai gostar de conhecer a história deste…jovem empreendedor. Rufo Paganini é natural de Francisco Beltrão e CEO do dod -Robôs Investidores (www.executive.com.br). Há sete anos mora em São Paulo, mas é fã de carteirinha do Sudoeste. Rufo diz que sua paixão por tecnologia surgiu ainda na adolescência. Com 14 anos, iniciou sua história no mundo da tecnologia em uma empresa local de software e quatro anos depois montou a 1ª Startup em Cascavel. Para quem nunca ouviu falar, uma startup são empresas jovens e extremamente inovadoras em qualquer área ou ramo de atividade.
Enquanto a empresa avançava, Rufo foi convidado a desenvolver um complexo projeto para a Petrobras. Desafio aceito, veio depois os resultados positivos: “Ganhamos prêmios internacionais por mérito técnico em Internet rica (São Francisco, 2005) e a história seguiu com diversas experiências profissionais no Rio de Janeiro e São Paulo, onde estive à frente de projetos de missão crítica da operadora Vivo e posteriormente em outras grandes empresas como Gol, TAM, Oi e Itaú”.

Bolsa de valores e os robôs investidores 
Em 2009, o jovem empreendedor teve seu primeiro contato com a Bolsa de Valores. Começou os primeiros investimentos nos mercados nacionais e internacionais e ficou completamente apaixonado por este universo. A partir daí, decidiu focar neste segmento.
Foi então que surgiu o dod- Robôs Investidores (www.executive.com.br). Em conjunto com uma equipe multidisciplinar, Rufo criou um sistema que une a arte dos investimentos com pura ciência tecnológica e métodos estatísticos com inteligência artificial. Na equipe trabalham experientes traders, desenvolvedores de software, mestres e PhDs em física, engenharia e matemática.

Na prática, como funciona um robô investidor?
Rufo conta ao Diário do Sudoeste que trabalhar com a bolsa de valores exige uma bagagem grande de conhecimentos, técnicas e uso de ferramentas sofisticadas. Como o jovem empreendedor resume, “a complexidade da bolsa de valores exige muita dedicação”.
Para facilitar a vida dos investidores é que foi criado o dod. Este sistema é a principal ponte entre o investidor não especialista e a bolsa de valores. O grande trunfo é a rapidez nos negócios. De acordo com Rufo, o dod permite que aqueles que não têm muito tempo para se dedicar, possam investir de forma ativa no mercado da bolsa, e o melhor, com riscos calculados, já que o potencial de ganhos é grande.
De praxe, o serviço é on-line. O usuário escolhe com quais robôs deseja investir, define quanto alocar em cada estratégia e simplesmente clica em Play. É a mais pura tecnologia a serviço do homem. Conforme Rufo, após o acionamento do robô, todas as compras e vendas de ativos financeiros são realizadas diretamente na conta do investidor e sem a necessidade de intervenção humana.

Confiança na máquina
É verdade que grande parte da população não vive desconectada, contudo, há muitos que ainda não confiam plenamente na internet para fazer negócios. Imagine num sistema on-line, em que um “robozinho” faz investimentos na bolsa de valores para você?
Pois é. Apesar de o negócio parecer frio, os robôs investidores são uma realidade mundial. Nos EUA e Europa eles são responsáveis por 70% do volume financeiro negociado, comenta Rufo. Este número, segundo ele, triplicou no Brasil nos últimos cinco anos e atualmente mais de 12% dos investimentos são automatizados.
Quem conhece o clima da bolsa de valores sabe que as emoções e fatores psicológicos interferem diretamente nos resultados. Os homens têm ganância ou medo e esses sentimentos apontam entre os principais fatores de insucesso dos investidores. Robôs não agem de acordo com influencias emocionais além e serem precisos na execução das tarefas, o que elimina riscos de incidentes operacionais no momento de comprar ou vender uma ação.

Trabalho com risco controlado
O sistema possui um rigoroso controle de riscos. Sendo assim, o investidor tem o conhecimento do máximo que pode perder em uma negociação ou dia de investimentos, diz Rufo. Dessa forma, para evitar dores de cabeça desnecessários, o investidor pode escolher como seu robô irá trabalhar. “Pode ser de forma conservadora, moderada ou arrojada, seguindo seu próprio perfil”.
Outra vantagem é poder parar o robô em qualquer momento. É o investidor que define e essa ferramenta está ao alcance através de um simples toque nos botões pause ou stop.
Rufo explica que o dod é um serviço totalmente on-line, com assinatura inicial em apenas R$ 50.

Fonte: Diário do Sudoeste

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